Dicas

3 de Dezembro – Dia Internacional do Portador de Deficiência

03/12/2020

3-de-dezembro-dia-internacional-do-portador-de-deficiencia-jokabarbantesAnualmente, o dia 3 de dezembro é lembrado como o Dia Internacional do Portador de Deficiência – conhecido também como o Dia Mundial das Pessoas com Deficiência, a data tem como propósito informar a população sobre todos os assuntos relacionados a deficiência, seja ela física ou mental.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 10% da população mundial tem algum tipo de deficiência, aproximadamente quase 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Além de dar visibilidade a essas pessoas, a data busca trazer conscientização sobre a importância de inserir pessoas portadoras de alguma deficiência na vida em sociedade, sem preconceitos.

No Brasil, o Decreto de Lei nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, define a deficiência humana como “toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano”.

De acordo com o Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), “é imprescindível que o Estado estabeleça políticas públicas que assegurem todos os direitos e acessibilidade ao portador de deficiência, garantindo que ele viva em um ambiente que propicie o desenvolvimento de suas habilidades de forma autônoma, ou seja, sem a dependência de outras pessoas”.

Origem do Dia Internacional do Portador de Deficiência

A data foi criada através de uma Assembleia Geral das Nações Unidas – ONU, em 14 de outubro de 1992. Na mesma data escolhida pela ONU para celebrar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, também se comemorar o Dia do Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência – criado em 1982.

Estatuto sobre a inclusão da Pessoa com Deficiência

O Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13146/2015) prevê alguns direitos às pessoas portadoras de deficiência física. Dentre alguns deles, estão:

• Gratuidade no transporte público (muitas vezes até mesmo para o acompanhante do portador);
• Pagamento do valor de meia entrada em cinemas, teatros, show de música etc;
• Diferenciação no tempo de contribuição para aposentadoria (que vai depender do tipo ou grau de deficiência).
• Todas as instituições ou serviços que disponibilizem atendimento ao público;
• Serviços de socorro e emergência em qualquer circunstância.

Portador de Deficiência X Mercado de trabalho

No artigo “Pessoas com diferentes tipo de deficiência têm menor remuneração e oportunidades no mercado de trabalho”, a autora Margareth Artur, cita que estudiosos afirmam que “a deficiência pode afetar as oportunidades no mercado de trabalho pela redução na produtividade, limitação do tipo de trabalho, aumento do número de ausências por motivos de saúde e o consequente preconceito perante esse fato, e restrição ao acesso à educação e à formação profissional”.

Ela ainda cita que no artigo Deficiência, Emprego e Salário no Mercado de Trabalho Brasileiro a relação às oportunidades no mercado de trabalho para pessoas com deficiência, “a menor produtividade pode ser uma consequência específica da condição de saúde, mas também pode estar relacionada a indisponibilidade de infraestrutura, serviços e recursos adequados”.

Podemos ver que são diversos fatores que dificultam portadores de deficiência ficarem em “pé de igualdade”. Dificultando que eles tenham empregos que vão proporcionar uma qualidade de vida e autonomia, já que, elas já entram no mercado de trabalho em desvantagem, não por conta de suas limitações, mas pelas ‘limitações’ que as pessoas impõe a elas.

Projeto favorece autonomia de deficientes visuais através do artesanato

A Associação Ituana de Assistência aos Deficientes Visuais (A.I.A.D.V) “Escola de Cegos Santa Luzia” realiza o projeto ” arte com as mãos”. O projeto busca trabalhar e desenvolver habilidades manuais com deficientes visuais. Através da exploração de outros sentidos, principalmente, o tato – que possibilita transformar objetos que seriam desperdiçados em objetos de utilidades domésticas e também em peças decorativas.

Os idealizadores do projeto justificam que “o projeto propõe uma atividade laborativa promovendo a socialização, o desenvolvimento de novas potencialidades e descoberta de capacidades com atividades supervisionadas e uma possível forma de geração de renda com a venda dos artesanatos confeccionados. Serão confeccionados tapetes, almofadas, jogos americanos, puxa sacos e cestas”.

3-de-dezembro-dia-internacional-do-portador-de-deficiencia-jokabarbantes

Artesanato gerando renda

Com o exemplo citado acima, podemos perceber que o artesanato é uma forma que portadores de deficiência podem conquistar sua independência financeira, já que, com a confecção de diversos produtos é possível gerar uma renda. Este é um dos vários exemplos que possibilitam a autonomia do portador de deficiência. A confecção de peças de tricô e crochê também é oportunidade de produzir uma renda.

A crocheteira Maria Aparecida, dona Cidinha, explicou que, é possível apreender em casa a fazer tricô e crochê. Segundo ela, além de materiais desenvolvidos para pessoas com algumas limitações, deficientes visuais, por exemplo, hoje é possível encontrar na internet vídeos/áudios explicando o passo a passo da confecção do tricô e do crochê.

“Eu não tenho nenhuma aluna (o) portador de deficiência, mas pessoas com deficiências já me procuraram para saber como começar a fazer. Sempre explico que com a internet é possível aprender de tudo, são vários os conteúdos disponíveis que facilitam o aprendizado”, explicou Cidinha. Ainda de acordo com ela, não há diferença entre pessoas portadoras de deficiência e as que não tem.

“Todo trabalho exige prática e aperfeiçoamento. Todo mundo começa do zero e vai se aperfeiçoando, talvez, portadores de deficiência demandam um pouco mais de paciência na hora de ensinar, mas nada que não seja possível”, disse ela.

Já em relação aos materiais usados ela explicou. “O barbante é o mesmo utilizado em ambos os casos, já as agulhas, creio que são necessárias algumas adaptações, como em qualquer outro caso, por exemplo, tenho uma aluna que não tem mobilidade em um dos dedos e foi preciso adaptar uma nova maneira dela usar a agulha, nada de outro mundo, apenas um ajuste, é o que aconteceria em um outro tipo de caso”, contou Cidinha. Ela ainda disse que o mais importante é ter força de vontade.

“A maioria dos meus alunos tem o tricô e o crochê como fonte de renda, e muitos deles começaram após períodos de depressão, luto e divórcio, por exemplo, ou seja, todos superaram algum obstáculo para chegarem onde estão hoje. Por isso eu digo: não há limitação para quem tem força de vontade”, disse.

4 passos para portadores de deficiência começarem no tricô e no crochê

  1. A orientação de um professor presencial facilita no inicio
  2. O contato com outros portadores de deficiência para a troca de experiências e técnicas possibilitam um aprendizado mais rápido e fácil
  3. Pesquisas relacionadas ao tema ajudam a expandir o conhecimento
  4. Materiais (agulha e barbante) de qualidade facilitam o manuseio

 

Crochê para iniciantes: o que você precisa saber para começar

Dos tradicionais tapetes de cozinha à bolsas, biquínis e peças que estão presentes na casa de muitas pessoas – veja o que você precisa saber para dar início a um negócio rentável.

Para fazer crochê, os principais materiais são, basicamente, linha e agulha. Mas outros itens, como: tesoura, fita métrica e caderno de anotações auxiliam e facilitam o trabalho.

Passo a passo

4 passos para fazer a CORRENTINHA

3-de-dezembro-dia-internacional-do-portador-de-deficiencia-jokabarbantes

Para a laçada inicial siga as figuras A,B e C

Prenda o fio a ser trabalhado entre os dedos da mão esquerda (figura D)

Para fazer uma correntinha enlace o fio e puxe-o através da alça da agulha (figura E)

Repita esses movimentos para cada correntinha que fizer (figura F)

6 passos para o PONTO BAIXO

O ponto baixo é trabalho na segunda correntinha inicial, o início da carreira da figura A

Enlace o fio e puxe-o através da correntinha (figura B e C)

Enlace o fio novamente e puxe-o através de 2 alças da agulha (figura D e E)

Repitas as operações anteriores para fazer os seguintes pontos (figura F)

Para voltar, faça uma correntinha e vire o trabalho (figura G e H)

Para a carreira seguinte, introduza a agulha sob as alças do 1º ponto (figura I)

Gostou? Conheça a Fábrica de barbantes Joka Barbantes em Nova Odessa, para sua criatividade sem limites. Os melhores barbantes, novelos, linhas e tiras para trabalhos artesanais. Fale com a gente. Contato rápido por WhatsApp ou pelo formulário de contato do site.

Loja de Fábrica

Endereço
Rua Francisco Bueno, 245 – Jd. Europa
Nova Odessa, SP, CEP: 13380-120

Horário
Segunda–Sexta: 8:00–17:00
Sábados e domingos: 8h–12h

MENU

Abrir WhatsApp